Era uma vez um homem que passou a sua vida inteirinha trabalhando e que guardava
todos centavos que conseguia lucrar. Ele era um verdadeiro avarento, o popular "mão-de-vaca". E, com isto, conseguiu ficar bem rico.
Doente, pouco antes de morrer, falou para a esposa:
-Preste bem atenção! Quando eu morrer, quero que pegue
todo o meu dinheiro e o coloque no caixão junto comigo. Eu quero levar
todo o meu dinheiro para a minha próxima vida.
Insistiu tanto no assunto que fez a mulher a prometer, que, quando ele morresse, ela colocaria
todo o seu dinheiro dentro do caixão junto dele.
E chegou a inevitável, ele morreu.
Foi então colocado no caixão, enquanto sua mulher se mantinha sentada a seu lado, toda de preto, acompanhada pelos parentes e amigos mais chegados.
Quando terminaram o velório, depois do padre encomendar a alma, e de fecharem o caixão, a mulher disse:
-Esperem! Tenho uma obrigação de fidelidade a cumprir!
Ao seu lado, havia uma caixa, que ela pegou, aproximou-se do caixão e colocou dentro, do lado do corpo do defunto.
Uma irmã dela, feminista ao extremo e cunhada do finado, chegou perto e disse:
-Espero que você não tenha sido burra e feito a besteira de enfiar
todo aquele dinheiro dentro do caixão!
Ela respondeu:
-Claro que fiz! Prometi e cumpri. Disse ao meu marido que colocaria
todo o seu dinheiro junto dele no caixão e foi exatamente o que fiz.
-Não acredito! – diz a cunhada – Você está dizendo que pôs
todo aquele dinheiro que ele tinha dentro do caixão com ele?
-Claro que sim! - respondeu a mulher – Como era muita coisa para caber numa caixa, juntei
todo o dinheiro, depositei na minha conta e passei um cheque... e... para que ninguém roube, fiz o cheque nominal e cruzado!
